Estratégias de treinamento físico para aprimorar o desempenho das mulheres militares em atividades centradas em ocupações terrestres

October 20, 2016

Recentemente, o Exército Brasileiro abriu a possibilidade de ingresso para candidatos do sexo feminino nos quadros de carreira; muitas são as peculiaridades a serem consideradas e analisadas, dentre as quais estão os aspectos fisiológicos. Um estudo de revisão, publicado recentemente pelo Journal of Strength & Conditioning Research, explica que existem diferenças fisiológicas entre homens e mulheres, particularmente em força e potência da parte superior do corpo. No contexto militar, há elevadas demandas físicas em atividades ocupacionais centradas em ocupações, para as quais parece que as mulheres estão em desvantagem significativa. Tal desvantagem inerente pode ser expressivamente atenuada por meio da implementação de regimes do treinamento físico militar (TFM) eficaz e abrangente direcionado para as mulheres. O TFM deve enfatizar os componentes da aptidão física mais críticos para as tarefas consideradas essenciais para o militar combatente, quais sejam: força e potência.

 

O autor aponta que a histórica ênfase na aptidão aeróbica do TMF e na “conveniência do campo de batalha" (capacidade de improviso do militar), como os principais critérios no planejamento do TFM têm se configurado um método limitado, no sentido de melhorar as habilidades das mulheres para realizar operações de combate centradas em altas exigências físicas. Tal deficiência na preparação física das mulheres militares pode colocar sua bem-sucedida integração no combate terrestre, em risco significativo.

 

Ainda segundo o autor, a literatura apresenta os pontos básicos a serem considerados no TFM para as mulheres combatentes:

  • É recomendado um período mínimo de 6 meses de treinamento de resistência / resistência combinada, para preparação física de mulheres não treinadas a fim de serem introduzidas nas atividades terrestres do campo de combate;

  • Qualquer programa abrangente de TFM deve incorporar e enfatizar o treinamento de carga de transporte progressiva;

  • É necessária maior ênfase no desenvolvimento de força / potência na parte superior do corpo para as mulheres militares;

  • O treinamento de resistência com cargas elevadas, com entre 3-8 repetições (no máximo) devem ser incorporadas nos programas de formação, visando desenvolver as unidades motoras tipo II e as fibras musculares que produzem mais força e têm maior capacidade de hipertrofia; e

  • Para melhorar o condicionamento aeróbico, um método de treinamento tempo-eficiente que protege contra lesões musculoesqueléticas na parte inferior do corpo é o treinamento intervalado de baixo volume e de alta intensidade, é o recomendado.

Programas periodizados não-lineares e flexíveis devem ser considerados para melhor acomodar a imprevisibilidade e necessidades funcionais operacionais do ambiente de treinamento militar.

 

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Physical Training Strategies for Military Women's Performance Optimization in Combat-Centric Occupations

 

The Brazilian Army recently opened for female candidates the possibility to have a military career; there are several peculiarities to be considered and analyzed, among which are the physiological aspects. A recent review published in the Journal of Strength & Conditioning Research, explains that there are physiological differences between men and women, particularly in strength and power of the upper body. In the military context, there are high physical demands combat-centric occupations, for which it seems that women are at a significant disadvantage. This inherent disadvantage can be significantly mitigated through the implementation of military physical training (PT) regimens comprehensive and effective for women. PT should emphasize the components of the most critical physical fitness for the tasks considered essential for combatant military, which are: strength and power.The author points out that the historical emphasis on aerobic fitness PT and the "convenience of the battlefield" (improvisational ability of the military), as the main criteria to PT planning have set up a limited way, to improve the skills women to carry out combat-centric operations centered on high physical demands. This deficiency in the physical preparation of military women can put their successful integration in ground combat, at significant risk.

 

According to the author, the literature presents the basic points to be considered in PT to women combatants:

  • It is recommended a minimum of 6 months of resistance training / combined resistance to physical preparation of women not trained to be introduced at ground battlefield activities;

  • A comprehensive PT program should incorporate and emphasize the progressive transport training load;

  • It is necessary greater emphasis on the development of strength / power in the upper body for military women;

  • Resistance training with heavy loads, from 3-8 repetitions (maximum) should be incorporated into training programs in order to develop the motor units and type II muscle fibers that produce more power and have greater capacity to hypertrophy; and

  • To improve aerobic fitness, a time-efficient training method that protects against musculoskeletal injuries in the lower body is interval training with low-volume and high-intensity is recommended.

Nonlinear and flexible periodized programs should be considered to better accommodate the unpredictability and operational functional needs of the military training environment.

 

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